quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Um novo dia...


Nada como uma boa noite de sono…
Nada como deixar que nosso subconsciente coloque tudo nos seus devidos lugares…
Não tudo… (não posso exagerar nas palavras, nem mesmo aqui… deixar-me induzir em erro) … mas que deixei a casa arrumada de forma a clarificar as ideias, fazendo se luz em direcção aos objectivos… que esses sim devem impulsionar a nossa vida!
Não posso estar à espera… não devo e não quero… talvez esteja a dizer isto, na tentativa de me convencer a mim mesma, mas que importa… não nos convencemos dia após dia a fazer inúmeras coisas? Não é assim que a vida corre, que o mundo gira e que as pessoas evoluem? Por isso, que seja, que tente eu, repetidamente, me convencer daquilo que realmente quero para a minha vida… eu sei que esse caminho me elevará até a tudo aquilo que desejo, a tudo que está reservado para mim!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Porque eu também POSSO chorar...


Estou desesperada, não aguento mais esta rotina isenta de verdadeira agitação, actividade, objectivos… a minha cabeça anda a mil e já começo a duvidar da minha sanidade mental… sinto que vou de um pico ao outro em questões de segundos… ora de sorriso de orelha a orelha, ora irritada que o mais pequeno gesto alheio me deixa fora de mim…
Não me arrependo daquilo que de bem faço, não quero, não posso e lutarei contra esse sentimento, pois eu sei que é contrário à minha verdadeira essência… mas não consigo deixar de ficar triste, porque afinal sou humana… eu preciso de trabalhar… estou cansada de esperar… estou cansada!
Ficar aqui na casa de meus pais nunca foi uma situação deveras aliciante, mas agora com a repentina depressão do meu pai, bem tornou-se insuportável… não estou mais naquela de ficar a insistir e parece que é isso que ele espera… não posso estar sempre a paparicar pois eu sei que o seu ego sempre foi a sua prioridade e não acho correcto exagerar nesse ponto… ele não merece… essa é a verdade… tenho feito de tudo… e por vezes sinto que ele não dá valor ao sacrifício que tenho feito… estou cansada… não fisicamente, até pelo contrário, busco incessantemente ocupação física, porém no que toca a minha capacidade psicológica, estou cansada, de rastos… no limite de minhas forças…
Apesar da minha posição, de saber que preciso de estar separada… a vida me impõe esta espera e este sentido de gratidão e obrigação "para"… deixa-me condenada a uma rotina que me desgasta…
Queria mudar tudo… queria ter um cantinho meu… onde eu e a minha filha pudéssemos compartilhar momentos só nossos… e aparte todas as dificuldades circundantes, o facto de não ter trabalho é sem dúvida o cerne desta questão…
Preciso de ajuda… sinto-me completamente sozinha… e não sei a quem recorrer… não tenho com quem falar sobre o que na verdade se passa na minha cabeça…
Precisava de ti…
A S. é a minha eterna amiga… mas tem coisas que são difíceis para ela, não posso esquecer que o M. é amigo dela também… e depois… depois tem esta necessidade inexplicável de não falar de meus receios… de minhas mágoas que te envolvam… não sei, mas quero preservar a tua imagem perante ela…
Por isso… quem me resta?
Este blogue vazio de vida… que não traz consigo a resposta automática que preciso ouvir naquela e na outra hora…
Fiquei reduzida a estes textos… contudo, por mais insignificante que pareça… acho que senão tivesse pelo menos estes momentos… de exteriorização de sentimentos… acho que meu coração já tinha arrebentado… de tanta dor…
Não sou fraca, não sou frágil… insegura… imatura… sou simplesmente um ser humano que abriu seu coração, que se entregou… que ama… que ama e teme estar a amar… uma mera ilusão… um delírio… que aconteceu algures no passado e não tem mais tempo… lugar no futuro!
Não sou muito menos louca… ou indecisa… sou somente uma mulher de 32 anos… que virou sua vida… e que a tem que a erguer de novo do nada… e que não pode deixar de ficar triste por todos os sonhos que deixou para trás e mais alguns que imaginou eternos…

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Por um propósito... EU!

Hoje é um daqueles dias… em que as asas ficam penduradas e só me apetece estar no meu canto… sem ver sequer a luz do sol…
Dou-me a esse direito, mas com o tempo contado, determino uma meta mentalmente… e depois voltarei a desafiar as minhas próprias fraqueza!

“Não sei se era aqui que era suposto chegar, se era este o lugar, se era este o tempo. Cheguei à esquina onde a vida dobra, à foz dos atalhos onde os caminhos novos se fazem e sei que tenho pouco tempo para dar o primeiro passo, o derradeiro, aquele que fará com que tudo o que fica para trás faça sentido, mesmo que sejam só atalhos menores. Não tenho tempo para pensar e o precipício que se adivinha em cada passo errado faz-me engolir em seco, faz-me fechar os punhos com muita força, faz-me inspirar lentamente para conseguir manter convicções. "

[Felisbela Fonseca]

Incrivelmente, me deparo com este texto e neste excerto encontro reflectido a minha vido, meu momento! O derradeiro da minha vida… e não sei o que me espera no virar da esquina e por mais que fraquejem minhas pernas, eu sei, como sendo a minha única certeza: eu seguirei em frente e conquistarei o meu lugar!
Não quero que nada me prenda, não permitirei que alguém me defina, que me roube a energia e me deixe assim, não posso mais permitir que isso aconteça…
Serei como quero ser e quem ficar… será bem-vindo!
O amor não pode ser delimitador, dominante… não pode reduzir um ser a outro… o amor é algo que edifica, que ergue, que ela o melhor que existe em nós, que numa parceria de partilha nos faz viver os momentos mais mágicos da vida!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O Momento...A música...

Live a Beautiful Life

Feel the heat of the Sun
Hear the sound of water
Live intensely each moment
Feel the bare feet on the sand… on the sand
Live a beautiful life
The reason to live in the world
Fly like a free eagle in the sky
Dive in the gift that comes from God
Close your eyes and open your arms
Feel the rain… Submit your life!
Feel the rain… And close your eyes witch emotion
Feel the rain… And open your arms!

Voar... a minha certeza...


Cheguei a uma fase da minha vida que o pouco já não me contenta, quero mais, quero muito, quero inteiro… estou cansada de metades, de restos… eu sou inteira e preciso de me manter assim por todo o meu caminho… não posso deixar partes de mim… aqui… ali… com este… com aquele… e muito menos de acumular a carga extra… e tentar te levar comigo…

Eu insisto… persisto… caiu e faço feridas… mas prossigo… dói-me os pés quando eles tocam o chão, fraquejam minhas pernas durante o longo caminho… mas permaneço… continuo… e sigo os meus passos, delineio o meu traço… dou curso ao meu coração…

Por isso não me julgues tua… que sou quem queres que eu seja… não me tomes como algo certo e disponível para o teu tempo… pois o tempo é meu e eu quero voar, sem barreiras, sem limites… sem ponteiros!

A minha mudança depende dos meus voos… preciso de voar… de me libertar de tudo que me prende… de saber lidar com a tua ausência… controlar meus impulsos… pois apesar de me doar… e me entregar de corpo e alma… eu permaneço… em mim… não me deixo, não me largo e mesmo que o deixe o vento me levar…

Um sopro leve… outro forte… e assim muda o meu humor… no fluxo do vento… quando tu
não és correcto… quando eu erro… porém, o meu sorriso volta, como sempre volta o sol… depois de uma bravia tempestade…

Porque a vida é um instante e nada é para sempre… tudo passa… tudo acaba… tudo morre… eu não sou eterna… mas sou inteira… devo isso a mim mesma e é por isso que vou voar até aos limites de mim…

Quando meu caminho chegar ao fim… quero poder dizer… que fui… que senti… que vivi… tudo quanto queria… e que dei o melhor de mim… chegando até onde era suposto chegar…

Quando eu me acabar… quero ver o reflexo no espelho… de mim… inteira… de pé… fiel… e ainda acreditar… quero me redescobrir… nessa luz… que lutei para encontrar!

Se não vieres… eu vou… e voarei… inteira… te deixando com migalhas de tudo que na verdade… tu sabes que podias ter…

Conheces a intensidade da vida, no seu expoente máximo… se não partes… se não lutas… se não vives como senão existisse amanhã… mesmo depois de a vida ter-te mostrado a sua fragilidade… lamento… mas continuarei meu voo…

Sigo a minha intuição, apesar da escuridão… enfrentado os meus medos… com coragem… que somente um amor verdadeiro conhece…

E nos meus sonhos mais penetrantes…
Tu… abrires teus braços… se arriscares… me entregarei de coração inteiro… porque o amor não precisa de passado…

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Saudades...


Saudades…
Pequenos gestos que se distinguem…
Estava aqui absorta em meus pensamentos… e ao ler o último texto… fiquei estagnada na palavra “saudade” e meus pensamentos voaram…
De tudo que sinto saudades… neste momento… senti uma espécie de formigueiro nas pontas dos dedos… e ao fechar os olhos era capaz de os sentir em teus cabelos…
Talvez, nunca te tenhas apercebido… mas eu sempre me perdi em teus cabelos… num vai e vem meticuloso… pois a viagem me despertava sensações indescritíveis!
E foi assim… que me deixei levar pela saudade de algo tão simples… mas tão verdadeiro para mim!
Pena é… ao acordar… as minhas mãos estarem vazias!
Mas…
Faz parte… e é assim que tem que ser agora!

Texto que data Nov.2009


Depois de ler um pequeno texto de alguém que a vida já marcou seu rosto de rugas… descobri que comecei agora o meu caminho de auto-afirmação, um processo custoso, que quero acreditar que um dia me possibilitará dizer:

“Sigo o meu caminho. Não há nada nem ninguém que consiga desviar um só milímetro deste meu rumo. Olhando para os caminhos que percorri, para aquilo que passei, pelas matas onde andei, (…) não me arrependo de nada. Sigo o meu caminho serenamente, fitando aquele que será o derradeiro caminho da minha vida com a sensação plena de que se mais não fiz foi porque mais não pude.”
Mas prenderam-se meus olhos naquela frase, tão repleta de certeza, de confiança: ”Se não voei mais alto, foi porque voei até onde as minhas asas o permitiram”.
Eu queria, hoje, agora… sentir isso… sentir que minha vida espelha o que e com muito ou pouco esforço alcancei, que não existe nela nenhuma lacuna de insatisfação por algo que não consegui… mas a verdade é que muita e muita coisa ficou perdida lá trás… em velhas gavetas de móveis que se enchem de pó… foram planos adiados em prol deste, daquele e do outro mais que viera… não foram decisões minhas, isentas de pressões maiores…
A minha vida tem sido adiada… e eu não sei até que ponto tudo quanto alcancei foi fruto da capacidade das minhas asas, ou simplesmente é uma nuance daquilo que poderia ter sido se eu tivesse assumido outra postura…
“Sigo o meu caminho… o meu caminho!... Nunca segui dogmas, conceitos, opiniões de quem quer que seja. Nunca me senti mais um do rebanho, pois nunca houve “pastor” que tivesse coragem de tentar levar-me por caminhos que não fossem os meus.” E na verdade… eu segui o meu caminho… contudo, não deixei nele as minhas pegadas e hoje… olhando para trás, não mais reconheço o que vivi… sempre deixei que houvessem grandes “pastores” que de uma forma ou de outra… dominaram a minha vida!
Assumo a minha inteira culpa, sou um ser individual, que ainda acredita que deve ser fiel aos seus mais preciosos valores, mas que se esqueceu um dia de erguer o seu castelo individual… a sua lenda pessoal… e em fez disso… deixou-se envolver por completo por uma cidade… uma cidade em que o seu castelo acabou por não ter mais espaço!
Mesmo que hoje… tudo que resta seja um horizonte ténue… daquilo que vivi… fechando os olhos e entrando nas minhas mais profundas memórias… os meus caminhos estão apinhados de experiências enriquecedoras… lembro do campo verde e imaculado, em que eu corria atrás das borboletas… dos corações batendo fortes dos meninos que comigo brincavam… os dias de chuva… a janela da casa… o meu irmão que me segurava a mão… e esquecíamos as horas ao ver os carros passar… da sua mão que me levava pelo corredor no dia de natal… lembro do sabor da paixão… das loucuras de menina… a tenda que mexia ao vento… os corpos que se mexiam sem coordenação… ainda sinto a dor da solidão… da perda… da angustia… ainda sei o que ter alguém no ventre…. E voltar de braços vazios e alma destroçada para casa… onde um amor incondicional me espera… e me mantém fiel à vida… minhas mãos… o meu corpo… a minha mente... a minha vida… tudo são fragmentos… do que realmente podia ter sido… se eu tivesse tido a coragem de construir o meu caminho…
“Segui sempre o meu caminho sem medos…” E eu pautei o meu… com todos os medos que a existência humana conhece!
“Sigo o meu caminho, continuarei a ver o mar em cima do meu penedo, perscrutando as suas entranhas, falando baixinho com ele mesmo que o mundo desabe à minha volta. “ Resta-me esta esperança… de acreditar que esta força que do mais longínquo mundo me invadiu estes dias… permaneça e alimente a esperança, a certeza… que por mais pedras que existam no meu caminho… eu farei que seja mais forte a minha real vontade… e que a minha visão sempre se prenda… naquilo que acredito e que vou lutar sempre…
“Continuarei a ser EU, podem dizer de mim o que quiserem, o que bem entenderem mas Homem destruído, isso, … Nunca o serei!”
Continuarei a ser Eu… digam o que dizerem… façam o que fizerem… eu não me vou deixar derrotar!
Eu Vencerei!
Não sei que novos contornos a minha vida tomará… que rumo ela levará… mas sei que vou conquistar a minha posição… e não mais serei mais um no rebanho!